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John Grisham não é só referência obrigatória quando se fala de thriller jurídico, gênero que difundiu, mais também um exemplo de que a perseverança e a vontade, a despeito das dificuldades, são capazes de abrir todas as portas.
Nasceu em 8 de fevereiro de 1955, em Arkansas (EUA). Sonhava em criança se tornar um jogador profissional de Beisebol, mas somente obteve oportunidades no futebol americano, chegando a ser quarterback no time dos Chargers, no Colégio Southaven, no Mississipi. Formou-se em direito em 1981, e trabalhou como advogado, especificamente na área penal e em ações indenizatórias. Dois anos mais tarde, foi eleito para um cargo político estadual, que ocupou até 1990. Um dia, no tribunal, ouviu o testemunho de uma garota de 12 anos que foi estuprada e teve a idéia de seu primeiro livro: “Tempo de Matar”. Como resultado, acordou mais cedo nos três anos seguintes para terminá-lo. O esforço para escrever, contudo, foi nada comparado às dificuldades de publicação: o original foi rejeitado por 16 agentes literários e 12 editoras. John não desistiu e finalmente, em 1989, a pequena Wynwood Press resolveu publicar 5.000 exemplares — que ficaram encalhados. Grisham largou a advocacia e passou a escrever em tempo integral, numa média de um livro por ano, às vezes dois. São obras que, salvo poucas exceções, giram em torno de questões jurídicas, inserindo críticas ao judiciário Norte-Americano e as grandes firmas de advogados em enredos dramáticos e envolventes. Atualmente é o sexto escritor mais lido dos EUA. Vendeu mundo afora 225 milhões de exemplares, sendo traduzido para mais de 29 línguas. Foi eleito pela Publishers Weekly como o escritor dos anos 90. Após ter abandonado a tribuna, John voltou aos tribunais mais uma vez, em cumprimento a uma antiga pr Vive com a esposa Renée e dois filhos. Quando não escreve, Grisham, que é evangélico, pratica a caridade e faz viagens missionárias com outros membros da Igreja. Várias delas foram ao Brasil, na região do Pantanal, onde eles ajudaram os Templos locais e construíram uma quadra de esportes em Corumbá. Do tempo passado no pantanal surgiu o romance “O Testamento”, que se passa em grande parte em solo brasileiro. O contato do autor com a nossa cultura gerou passagens engraçadas, como quando discorre sobre os nossos populares despachantes: "É parte essencial da vida no Brasil. É o homem que facilita tudo. Num país onde a burocracia é antiquada e lenta, o despachante é o homem que conhece os funcionários da prefeitura, dos tribunais, os agentes da alfândega". Nosso país aparece ainda em outros livros de sua autoria, como “O Sócio” — e John promete ambientar um dos seus próximos romances na Amazônia.
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Olha aí. Larissa, 13/05/2008 |
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Gostei muito, gostaria de saber qual a denominação que Jhon Grisham pertence. Maria Aparecida , 10/09/2007 |
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