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      Assassinos em Série - parte 2 (de 2) 
          Escrito por Giselle Sato

Charles Manson

 

Fundou sua comunidade hippie em 1954, logo após ter cumprido uma pena de dez anos. Localizado em Spahn Ranch, nas proximidades de Los Angeles, o grupo pregava o amor livre e o uso de drogas, com Manson sendo encarado como um Messias por seus seguidores, ou "família" como eles preferiam ser tratados. Poderiam ter sido somente mais uma comunidade hippie típica da época, não fossem as bizarras idéias de seu líder.

O objetivo dos assassinatos planejados por Charles Manson era começar uma guerra que, segundo ele, seria a maior já travada na terra, denominada de "Helter Skelter". O nome corresponde ao título de uma música dos Beatles onde, de acordo com Manson, havia uma maior quantidade de mensagens subliminares. Uma guerra entre negros e brancos ,em que os brancos seriam exterminados. Ele acreditava que algum negro logo seria acusado pelos assassinatos, o que faria com que os confrontos explodissem logo. Como ele e sua "família" eram brancos, planejavam esconder-se em um poço, denominado por Manson como poço sem fundo, em algum lugar no deserto californiano, assim que a suposta guerra começasse.
Linda Kasabian , uma das integrantes da comunidade e testemunha ocular das mortes em Cielo Drive, resolveu fugir e denunciar Charles e os outros integrantes à polícia, além de depor em seu julgamento em troca de imunidade. Ela não concordava com os assassinatos, apesar de ter presenciado alguns.

Manson, então com 37 anos, foi acusado de seis assassinatos e levado à Justiça, embora fosse o líder da "família", alegou não ter participado pessoalmente de nenhum deles. Manson declarou durante o julgamento o seu ódio profundo pela humanidade, chamando os membros de sua família de rejeitados pela sociedade.

A promotoria se referiu a ele como "o homem mais malígno e satânico que já caminhou na face da Terra" , e o quinteto foi sentenciado à morte em 1971.  Mas, com a mudança nas leis penais do estado em 1972, a pena deles foi alterada para prisão perpétua.

Nas últimas décadas  Manson vem tentando conseguir liberdade condicional, mas teve seus apelos negados em todas as ocasiões, continuando encarcerado na Corcoran State Prison, Califórnia, em unidade especial de isolamento da penitenciária, onde também se encontra cumprindo prisão perpétua .Sua última tentativa em audiência, negada novamente, foi em 2007.
 
 
Richard Ramirez

 

Completamente diferente de qualquer “serial killer” já estudado. Era difícil categorizá-lo porque muitos de seus crimes eram de naturezas distintas; ele variava seus métodos vastamente várias vezes.

A escolha de sua vítimas, não era específica ou particular (ele não era como um Bundy em que todas as suas vítimas tinham cabelo escuro e comprido partido ao meio ou Gacy que sempre escolhia jovens rapazes). As vítimas de Ramirez incluíam o idoso, o jovem, o homem e a mulher. Sem qualquer critério.


 
Richard Speck

 

Na noite do dia 14 de julho de 1966, o lixeiro semi-analfabeto Richard Franklin Speck, de vinte e quatro anos, viciado em álcool e drogas, invadiu a casa onde nove enfermeiras moravam juntas. Armado com uma faca e um revólver, amarrou todas e as matou uma por vez.
 
 
Theodore Robert Bundy

 

Década de 70. Esse sociopata contrasta com a imagem que temos de um “louco homicida”. Era atraente, autoconfiante, politicamente ambicioso, bem sucedido com uma ampla variedade de mulheres.

Tinha temperamento explosivo e imprevisível e boas notas na época da escola. Entrou para a faculdade, trabalhando meio período numa linha direta para suicidas, assumindo assim sua aparência de respeitável membro da sociedade. Em 1974 faz sua primeira vítima, dando início a uma série de assassinatos brutais.

Seu padrão eram mulheres jovens, atraentes, com cabelos escuros na altura do ombro e repartidos no meio, todas muito parecidas fisicamente. Ted foi executado em cadeira elétrica em 1989 confessando de 20 a 30 assassinatos. 
 
 
Zodíaco

 

Foi o mais produtivo serial killer da Califórnia.  Mistério não decifrado Na passagem dos anos 60 aos 70, a cidade de São Francisco, nos Estados Unidos, foi aterrorizada por um assassino que se autodenominou  Zodíaco.

Pelo menos 11 crimes foram atribuídos a ele. As vítimas, em geral casais de adolescentes, eram abordadas dentro ou próximas de seus carros e mortas com disparos de revólver ou a facadas. Ele costumava enviar cartas à imprensa ou à polícia confessando seus crimes. Por meio de depoimentos de sobreviventes, a polícia fez o retrato falado acima, mas o Zodíaco nunca foi capturado.

 


John Wayne Gracy Junior
 
Palhaços cometendo crimes já foram tema de vários filmes, quer seja sob a forma de entidades sobrenaturais, como no filme "It" (baseado na obra de Stephen King), ou loucos foragidos de um manicômio, como no filme "Palhaços Assassinos".

Mas se esse terror fosse real? E se aquele indivíduo querido pelas crianças e digno da confiança de toda a vizinhança, escondesse uma face sombria?.

Fazia festas em sua casa quando se vestia de palhaço tendo ficado conhecido desta forma por muitos. Não tinha padrão ao escolher suas vítimas que podiam ser conhecidos ou não, ele as estrangulava guardava em casa. Foram tantas vítimas que ficou sem espaço passando a desovar num rio próximo de casa. Foi preso e recebeu sentença de prisão perpétua por 33 assassinatos. A pena capital foi reestabelecida em seu estado tendo sido executado por injeção letal em 94.
 


Myra Hindley

 

Não trabalhou sozinha, de fato, Ian Brady não era só seu cúmplice, mas um mentor e motivador dos assassinatos.

 

Os investigadores declaram que os dois cometeram crimes tão horríveis que até mesmo os mais antigos investigadores de homicídios ficaram chocados. Hindley, 23 anos e Brady , 28, moravam no casa da avó dela. Embora não fossem conhecidos por muitos vizinhos nenhum deles poderia imaginar a capacidade desses dois. A dupla teve um "carinho" especial em assassinar e torturar, gravando os gritos da vítima e também tirando fotos pornográficas que mostram abuso sexual.
 


Luísa de Jesus

  

Foi a última mulher executada em Portugalem 1 de Julho de 1772, em Coimbra. Foi executada aos 22 anos de idade por ter assassinado 33 expostos, ou seja bebes abandonados, que ela ia buscar à "Roda" de Coimbra, umas vezes usando o seu nome verdadeiro outras vezes usando um nome falso, apenas com o intuito de se apoderar do enxoval da criança e embolsar os 600 réis que eram dados cada vez que se ia buscar uma criança.
 
A ré só confessou a autoria de 28 homicídios. Foi "atenazada" (mortificada, insultada) pelas ruas de Lisboa tendo em seguida sido garroteada e queimada em execução pública.
 
 
 
Angel Resendez

 

Angel Maturino Resendez, de 39 anos, conseguiu iludir toda a polícia estadual e uma divisão especial do FBI, sendo preso somente no início de julho de 1999, graças a obstinação de um patrulheiro do Texas.

 

O "Assassino da Estrada de Ferro", era um imigrante ilegal, que entrou nos EUA pela fronteira com o México, cometeu a maioria de seus crimes na região central do Texas, mas há suspeitas de que possa ter feito vítimas em Kentucky e Illinois.

Comparado a outros serial killers, Angel Resendez parecia sempre apresentar um motivo para seus crimes (bebida, drogas, um lugar para se esconder, mas principalmente por dinheiro). Estuprou algumas de suas vítimas, mas isso, segundo o traçador de perfis do FBI, John Douglas, apresentava um caráter secundário em seus atos. Segundo Douglas, Resendez era um criminoso confuso e desorganizado, que não apresentava planejamento de seus crimes nem de suas fugas.

 

Mas isso acabou trabalhando a seu favor: como entrava em qualquer trem que estivesse partindo, nem o próprio Resendez sabia para onde estava indo, dessa forma ficava difícil seguir sua pista. Apesar disso, Resendez, como todo assassino em série também tinha sua "assinatura": suas vítimas eram sempre encontradas próximo aos trilhos dos trens e as armas usadas eram as que estivessem mais próximas (garrafas quebradas, estiletes, entre outros), sendo, em geral, abandonadas no local do crime.
 
 
Jeff  Dahmer

 

Empregado numa fábrica de chocolates, era para todos um " bom rapaz ", afável, interessado em competições desportivas, e que morava ali apenas há ano e meio, vindo de casa de uma avó, residente também em Milwaukee. 

De significativo em sua história de infância: foi molestado por um garoto vizinho aos oito anos e seus pais tinham brigas ferozes depois de separados. Tinha um padrão de comportamento exibicionista.
 
Em sua mente doentia, criou a idéia de criar zumbis que seriam seus brinquedos sexuais vivos, para isso, fazia buracos nas cabeças das vítimas escolhidas e pingava líquidos cáusticos nas feridas, tentando assim destruir a vontade da vítima. Experimentou segundo ele, canibalismo com pelo menos um corpo, embora dissesse que não era sua prática comum. Foi condenado à prisão perpétua tendo sido morto na prisão em 94.

 
Chico Picadinho

 

Chico Picadinho, alcunha de Francisco Costa Rocha, foi um assassino em série brasileiro que esquartejou várias mulheres entre 1966 e 1976.

 

Foi detido e condenado pela primeira vez por ter matado e esquartejado uma bailarina. Para se livrar do corpo, colocou os pedaços dentro de uma caixa de papelão em um apartamento alugado em São Paulo, fugindo em seguida para o Rio de Janeiro, algumas semanas depois o proprietário do apartamento foi cobrar o aluguel e sentiu um forte odor, descobrindo então o corpo. Nessa primeira vez ficou preso até 1974.

 

Após ter sido liberado por bom comportamento, voltou a cometer um crime semelhante, porém dessa vez destrinchou sua vítima com um cuidado muito maior, para em seguida tentar despejá-la pela descarga do vaso sanitário. Essa tentativa não deu certo e o assassino foi preso novamente, dois anos depois de ter sido liberado por bom comportamento (no entretempo entre ter sido liberado e ter sido preso novamente houve uma outra tentativa de assassinato que falhou, pois sua vítima conseguiu fugir antes de Chico finalizar o ato).

 

Na época, a exibição pela imprensa das fotos de suas vítimas cortadas em pedaços sensibilizou bastante a opinião pública, fazendo com que o criminoso fosse condenado a 30 anos de prisão.


Por ser considerado perigoso, Chico Picadinho continua preso até hoje, apesar de já ter cumprido a pena máxima prevista pelo Código Penal brasileiro, que corresponde a um período de trinta anos. Hoje, encontra-se mais precisamente no Hospital de custódia e tratamento psiquiátrico Arnaldo Amado Ferreira, na cidade de Taubaté.

 

Estudante de Direito na época dos crimes, Chico Picadinho era um homem muito culto. Até hoje passa seus dias na prisão praticando a pintura. Nos seus crimes ele agiu sobre influência do romance Crime e Castigo de Dostoiévsky, a quem chamou de Deus numa entrevista. Também é um grande fã da obra de Kafka.
  
 

Monstro do Trianon

 

Saía com a vítima homossexual que depois matava sem qualquer piedade. Sentia um enorme prazer em contar detalhadamente como cometia os homicídios. Relatou um deles: - Mantive relações sexuais, depois estrangulei a vítima (coincidentemente um médico psiquiatra), para assegurar-se da morte, dei 4 facadas na vítima. Tomei um banho, e fui comer, como não achou uma faca para cortar um queijo, usou a arma do crime mesmo. Mas eu lavei bem lavadinha a faca!


 Está preso em regime normal, e acabando de cumprir sua pena. ‘’Diz que se sair, continuará matando homossexuais, pois são uma raça que não merece viver’’.

 


Maníaco do Parque

 


Francisco de Assis Pereira, o "Maníaco do Parque", é um  estuprou, torturou e matou pelo menos seis mulheres e atacou outras nove. O referido Parque do Estado, situado na região sul de São Paulo. Nesse local foram encontrados vários corpos das vítimas.


Ele  já havia sido detido como suspeito, mas liberado logo depois. Ao ver seu retrato falado nos jornais, descrito por algumas mulheres sobreviventes de seus ataques, ele fugiu para o sul do país. Ao desaparecer, deixou apenas o jornal na sua mesa, o que alertou seus patrões, que comunicaram a polícia que assim descobriram sua identidade. Durante a fuga, causou desconfiança aos moradores das cidades por onde passou, até que foi denunciado e preso, sendo posteriormente enviado para São Paulo.


Após ser capturado pela polícia, o que mais impressionou as autoridades foi como alguém feio, pobre, sem muita instrução, não portando arma ou faca, conseguiu convencer nove mulheres, algumas até de classe média-alta e nível universitário, a subir na garupa de uma moto e ir para o meio do mato com um homem que tinham acabado de conhecer.


O Maníaco do Parque, no interrogatório, relatou que era muito simples. Bastava falar aquilo que elas queriam ouvir. Francisco cobria todas de elogios, se identificava como um fotógrafo de moda de uma revista importante procurando novos talentos, oferecia um bom cachê e convidava as moças para uma sessão de fotos em um ambiente ecológico. Dizia que era uma oportunidade única, algo predestinado, que não poderia ser desperdiçado.


Preso provisoriamente no presídio de Taubaté, que abriga os criminosos mais perigosos do Estado de São Paulo, Pereira chegou a ser dado como morto numa rebelião de presos ocorrida em dezembro de 2000. Mas, após uma série de desencontros, a direção da unidade confirmou que o motoboy, jurado de morte pelos outros presos, estava vivo. Pereira foi sentenciado a mais de 121 anos de prisão em 2002 e cumpre pena.


Ele entra assim para o topo da "Escala do Mal" criada pelo psiquiatra americano Michael Stone em 2005. Uma pesquisa do Ibope para o Ministério Público em 2004 mostrou que o caso policial é o mais lembrado pelos brasileiros, com um índice de 76%.

 

 

Pedro Rodrigues Filho

 

Pedrinho Matador é um homicida psicopata brasileiro. Matou pela primeira vez aos catorze anos e seguiu matando e hoje acumula mais de cem homicídios, incluindo o do próprio pai, sendo que 47 pessoas foram mortas dentro dos presídios pelos quais passou. Ainda não respondeu por todos os crimes, mas já foi condenado a quase quatrocentos anos de prisão, a maior pena privativa de liberdade já aplicada no Brasil.


Aos catorze anos ele matou o vice-prefeito de Alfenas, Minas Gerais, por ter demitido seu pai, um guarda escolar, na época acusado de roubar merenda escolar. Depois matou outro vigia, que supunha ser o verdadeiro ladrão.

 

Ainda em Mogi, executou o próprio pai numa cadeia da cidade, depois que este matou sua mãe com 21 golpes de facão. A vingança do filho foi cruel: além das facadas, arrancou o coração do pai e comeu um pedaço.

 

Pedrinho pisou na cadeia pela primeira vez em Maio de 1973e ali viveu toda a idade adulta. Em  2003, apesar de já condenado a 126 anos de prisão, esteve para ser libertado, pois a lei brasileira proíbe que alguém passe mais de 30 anos atrás das grades. Mas, por causa de crimes cometidos dentro dos presídios, que aumentaram suas penas para quase 400 anos, sua permanência na prisão foi prorrogada pela Justiça até 2017.

 

Pedrinho é a descrição perfeita do que a medicina chama de psicopata - alguém sem nenhum remorso e nenhuma compaixão pelo semelhante. Os psiquiatras que o analisaram em 1982 para um laudo pericial, escreveram que a maior motivação de sua vida era 'a afirmação violenta do próprio eu'. Diagnosticaram 'caráter paranóide e anti-socialidade'.
 


MARCEL PETIOT
 
Doutor macabro. Esse médico francês matava judeus durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) com uma injeção letal, que dizia ser uma vacina contra doenças.

 

Petiot observava as vítimas morrerem, mutilava os corpos e os jogava num poço de cal. Em 1944, ele confessou o assassinato de 63 pessoas e foi condenado à morte na guilhotina.

 

Além do doutor Petiot, existiram outros famosos assassinos vestidos de branco, como a enfermeira americana Jane Toppan. Conhecida como Anjo da Morte, ela assassinou 31 pacientes com coquetéis de morfina até ser presa, em 1901. No Brasil, o auxiliar de enfermagem Edson Isidoro Guimarães está preso desde 1999 também sob a acusação de eliminar 153 pacientes com uma injeção letal.

 


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