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Assassinato na Vila Noêmia

O Mistério da 13ª Letra
Andre Esteves

Editora: Landscape


    De R$ 37,00
   Por R$ 33,40
 

 

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Autor estará em São Paulo para lançar seu novo livro: dia 16/08/2009.Clique para saber mais!

 
Bestseller! Há mais de um ano e e meio na lista dos livros policiais mais vendidos da livraria Saraiva e Siciliano!
(dados de 02/08/2009)
 

"O Mistério da 13ª Letra é um thriller policial de tirar o fôlego do leitor."
Jornal da Manhã/SP

"O Mistério da 13ª Letra é um thriller correto e que não decepciona quem procura uma história bem contada. Entretenimento garantido".
Bia Nunes Sousa, colunista literária do Criminália.

 
 

  • Sinopse
  • Detalhes
  • Opiniões
  • Autor
  • Trecho do livro

Texto quarta capa:

Deus existe? Está a ciência pronta para admitir ou refutar essa crença milenar? Até que ponto é permitido aos cientistas se envolverem em questões religiosas? Qual é a linha que divide a fé da razão?

Essas e outras indagações são ingredientes deste suspense eletrizante. O advogado criminalista Maurício Ramos é convocado a defender uma das mais famosas cientistas céticas do país, acusada de matar cruelmente o marido e a amante, uma jovem supostamente dotada de capacidades mediúnicas. Fadado a enfrentar dilemas morais, fanáticos religiosos e orgulhosos homens da ciência, enquanto tenta manter sua própria sanidade, cabe ao advogado, assim como ao leitor, desvendar o intricado quebra-cabeça que se desenrola a cada capítulo, antes que um inocente seja condenado, e o assassino – ou assassina – ataque novamente.

E qual é o mistério da 13ª letra?

Texto orelha:

Insatisfeito com os rumos de sua vida, tanto profissional como pessoal, o advogado Maurício Ramos dá uma reviravolta ao ser convocado a defender Ana Lúcia, uma cientista famosa e deslumbrante, pela qual se apaixona loucamente.

A partir daí, ele se divide entre o sentimento recém-descoberto e a repulsa por ser a mulher, ao que tudo indica, uma fria criminosa, acusada de duplo homicídio. A investigação se reveza com inteligentes jogadas jurídicas, encomendas misteriosas, perseguições religiosas, traições e palavras de incentivo, chegando a seu ápice durante o julgamento, momento em que as estradas para a solução dos crimes se multiplicam e se entremeiam.

A verdade, no entanto, mostra-se muito mais aterradora e surpreendente, levando o leitor a um estado de deslumbramento mental. Maurício, em seu papel de investigador, é lançado numa corrida de vida e morte, na qual o perigo e a ajuda podem vir dos lugares mais improváveis.



Editora: Landscape
Nº Páginas: 336
ISBN: 978-85-7775-024-5


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Simplesmente fantástico!!!

Sou uma leitora incansável e fã incondicional dos romances de mistério e suspense.

Ganhei o livro de Andre Esteves de presente pelo Dia das Mães e confesso que fiquei curiosa pelo fato de se tratar de um autor brasileiro e desconhecido por mim. Assim que iniciei a leitura vi que se tratava de um ótimo romance e, de repente, não consegui mais parar de ler, totalmente envolvida pela trama do livro. O final foi surpreendente. No melhor estilo Agatha Christie, onde o enredo nos leva para um caminho, mas o final é totalmente diferente do que supomos.

Parabéns!!! Fico muito feliz de termos mais um escritor à altura dos estrangeiros considerados best sellers.

Espero que em breve possa ler outro romance seu.

Anelise, Florianópolis -SC

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Terminei hoje de ler o seu primeiro livro, "O mistério da 13ª letra", e fiquei em estado de êxtase. Simplesmente fantástica a trama criada, e com um final simplesmente surpreendente. Quando cheguei lá pelos idos do capítulo 19, não conseguia mais parar de ler, devorando as palavras em seqüência, implorando pelo final. E chegando ao final, diferentemente da conclusão que tirei por mim mesmo ao longo da trama, o resultado foi outro.

Parabéns também pela tentativa, ao longo da trama, de explicar como funciona o sistema do judiciário, e o passo-a-passo de um processo criminal. Gostei também das críticas ao sistema jurídico embutidas na sua obra.

Mais uma vez minhas congratulações, e estou ávido por um novo volume.

Renato Guardiola, Florianópolis - SC
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Um marco na literatura policial brasileira

Costuma-se dizer que o Brasil não tem 'jeito' para a literatura policial. A verdade é que - embora discutível esta afirmação - o gênero policial em nosso país sempre sofreu séria descontinuidade de produção, podendo se contar nos dedos os autores que conseguiram produzir, com regularidade, livros de contos ou romances policiais. 'O Mistério da 13ª Letra' de Andre Esteves é, antes de tudo, uma prova evidente de que a literatura policial no Brasil é possível e mais: que pode ser feita com talento e originalidade. Sem pretender copiar ou refletir o estilo dos mestres estrangeiros e ambientando sua engenhosa trama no Rio de Janeiro, Esteves nos conta a estória de um advogado, Maurício Ramos, envolvido - e o que é pior, pessoalmente envolvido - na defesa de uma cientista agnóstica, acusada de duplo homicídio, enquanto à sua volta uma acirrada discussão sobre fé, ciência, preconceitos e intolerância ameaça explodir. Esteves conduz sua estória com rigor, sem pistas ou sugestões absurdas. Traça com absoluta exatidão - e aí está um dos pontos fortes da obra - os meandros do universo jurídico, seus conchavos e faz um perfil direto de seus integrantes, juízes e advogados, corrompidos ou alienados por um sistema sufocante e hipócrita. O livro é altamente recomendável. Não só como um saboroso mistério policial, mas também como uma reflexão sobre o papel do sistema jurídico na preservação da justiça e da harmonia social. Seu protagonista, o atormentado Maurício Ramos, é bem construído e suas facetas - a de homem idealista e a de um advogado carreirista - vivem em choque permanente, fazendo dele alguém com quem o leitor fatalmente irá, em algum momento, se identificar.


Alexandre Gazineo, Brasília-DF

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Prezado Andre,
 
Primeiramente, confesso que não o conhecia, nem o seu trabalho. Por acaso, olhando alguns livros numa livraria da Barra da Tijuca, pude me deparar com um título de nome "O Mistério da 13ª Letra". Pensei se tratar de mais um daqueles livros de ficção envolvendo religião, moda esta que veio a estourar após o sucesso do "Código Da Vinci".
 
 Mesmo assim, resolvi dar uma olhada na sinopse, pois o livro tinha até um certo destaque na banca frontal livraria. Como sou estudante de Direito (apaixonado, diga-se de passagem), fiquei rapidamente deslumbrado com o que vi. Não tive dúvidas e comprei na hora. Lendo o livro, então, não conseguia mais parar. Achei tudo excelente! Principalmente por mostrar uma realidade que não aprendemos tanto quando acadêmicos de Direito, mas sim com a prática. Não adianta apenas estudarmos a doutrina sem saber que existe, sim, um mundo de falcatruas, corrupções e influências por detrás de tudo.
  
Aproveito, então, a oportunidade para agradecer pelo pioneirismo, afinal são raríssimas as obras do gênero "thriller jurídico" aqui no Brasil.
 
Faço um apelo. Por favor, continue escrevendo obras como esta, pois são muito importantes. Faz com que aprendamos ao mesmo passo em que estamos nos deliciando com a ótima leitura. Vamos levantar essa bandeira.

Rodrigo Salomão, Estudante de Direito da UNIRIO, Rio de Janeiro-RJ

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Amigo, acho que o seu livro foi o mais rápido que li, e olha que não tenho o costume de ler. Foram dois dias em que o bicho não saiu da minha mão, até chegar na parte final, fantástica. Esperava tudo, menos aquilo!!!
Abraços

Joana Valdez, São Paulo-SP
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Terminei de ler o Mistério da 13ª Letra agora mesmo e ainda estou um pouco aturdido pela solução do mistério. Demais!!!! Também estou rindo até agora de diversos trechos do livro, os pensamentos de Maurício são Hilários, mesmo quando (...).

Gilião Ferreira, Campo Grande-RJ
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Venho parabenizá-lo pelo livro, sua forma de explanar cada detalhe é fantástica. Fiquei sabendo do livro pelo rádio, pois sou ouvinte assídua da Band News pela manhã, foi então que ouvi o anúncio.
Comprei o livro no domingo e terminei hoje (quinta)... não conseguia parar de ler, o tempo que tinha disponível... Lá estava eu lendo !!!
Adorei o desfecho, você está de parabéns.
Espero ansiosa pelos próximos livros !!!
Um abraço

Elaine Morais, Cascadura-RJ

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Gostei demais do seu Livro. Nunca havia lido um autor nacional de Romances policias, e me hoje me penitencio pelo erro... Deu orgulho de ser brasileiro, uma história interessante, bem escrita e ambientada na minha cidade. Espero que venham outros livros!

Carlos Rolim, Rio de Janeiro-RJ
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Bom demais... As primeiras cem páginas foram boas, estava interessada, mas foi a partir daí que não consegui abandonar mais. Me Identifiquei muito com o Maurício, quando ele (...). Sua trajetória foi brilhantemente narrada. Obrigado pela ótima leitura e sucesso

Roberto Danox, Brasília-DF
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Sou estagiário de direito e assisti alguns julgamentos do tribunal do júri. Considerei interessante ver no livro vários procedimentos reais, em meio a todo aquele reboliço causado pelo (...) Acho que nunca mais vou dormir durante um julgamento!
Um abraço.

I. Lapati, São Paulo-SP
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Acabei de ler seu livro e não pude deixar de te dar os parabéns. Tinha milhares de hipóteses na cabeça, nunca ia imaginar que aquele final. (...). Você tem um jeito lógico de conduzir as coisas, que me lembrou muito os livros de Agatha, em que as pistas estão na nossa cara e não a enxergamos.
Você tem outros livros?

Sergio, Porto Alegre-RS
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... quem comprou seu livro foi meu marido, não confio muito em coisas que vejo anunciando na internet. Mas ele leu e ficou todo entusiasmado... Acabou me convencendo... li e só tenho uma palavra: maravilhoso. Há muito tempo não lia algo que prendia tanto minha atenção. Continue escrevendo, e não deixe de me avisar quando publicar outro. Pelos menos dois leitores garantidos você tem.
Felicidades para você.

Kátia Freitas, Ribeirão Preto-SP
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Venho enviar meu comentário sobre o livro: É uma obra ótima, seu modo de escrever objetivo e direto, sem fazer firulas e ao mesmo tempo envolver o autor nos detalhes, é muito agradável de ler. Também achei que a idéia da história é maravilhosa, e que todos os temas — religião, o julgamento e o mistério de quem era o verdadeiro criminoso — forma brilhantemente organizados, formando um todo coerente e lógico. Não gostei tanto da parte em que Manuela (...). Mas o detalhe de forma alguma atrapalha a trama.
É um livro que relerei várias vezes. Não me admira que esteja na lista dos mais vendidos

Bruno silva, Natal-RN




Autor do bem-sucedido O Mistério da 13ª Letra, Andre Esteves vem colecionando opiniões positivas tanto da crítica como do público. Atua profissionalmente na área jurídica, dividindo seu tempo entre o tribunal e o teclado do computador, onde muito do que vê no dia-a-dia é descarregado. É também colunista e palestrante, buscando sempre mostrar que ler é um atividade instrutiva e de enorme prazer. Assassinato na Vila Noêmia é seu segundo romance.

Contato com o autor: andre.esteves.andrade@gmail.com

Entrevista para o Jornal da Manhã/SP

Artigo "Ler é Uma coisa muito Chata", Jornal Rede Bom Dia/SP

Um dos advogados balançava o lápis à frente dos olhos, evidentemente entediado com toda aquela conversa. Finalmente resolveu falar:

— Mas não há necessidade de toda essa discussão. Se já aceitamos o acordo...

O advogado foi silenciado por um olhar incisivo de Sílvio, que também fitou Alexandre durante alguns segundos. Não era a primeira vez que Maurício sentia algo subtendido entre eles. Entre todos eles. Sentiu a nuca esquentar.

— Mas que diabos... — tentou protestar.

— Maurício, venha ao meu escritório — pediu calmamente Sílvio.

— Precisamos conversar.

 

O SILÊNCIO TOMOU a sala com a rapidez de um raio, pesando uma tonelada. Maurício sentiu mais de uma dúzia de olhos apontados para suas costas enquanto se dirigia, por uma porta interna, ao escritório particular de Sílvio.

O presidente da firma abriu uma garrafa de vodca e serviu uma dose para ele e outra para Maurício.

— Não, obrigado — recusou o advogado, sentando na cadeira em frente à mesa. Estava difícil conter o fogo que subia por seu esôfago.

O velho bebericou lentamente o líquido transparente.

— Esse milagre eu devo agradecer a nossa cliente — reconheceu, com um sorriso.

— Sílvio, que acordo é esse? — interrogou Maurício, impossibilitado de conversar qualquer banalidade. — Por que todo mundo me olhava como uma criança? Qual o problema com o contador?

O experiente advogado pediu calma.

— Eu ia lhe contar, mas não pude com esse carnaval todo da imprensa. Miguel tem um contato com esse jurado.

Maurício fechou os olhos. Já sabia o que vinha.

— Ele aceitou a proposta. Seria só torcer para ele ser sorteado.

— Não vou aceitar nada disso — ele chegou o corpo para frente e afrouxou um pouco o nó da gravata. — Será que você não pode ser honesto pelo menos uma vez na vida?

— Olha só quem fala! — escarneceu Sílvio, falando para uma platéia invisível. — O pilar da ética advocatícia!
O fogo que consumia Maurício era tanto que ele evitou dar uma resposta à altura. Se essa oportunidade tivesse surgido há algumas semanas, teria dado pulos de alegria. Mas não agora. Não depois de ter amado Ana e de estar disposto a se divorciar de tudo que detestava em si mesmo.

— Não é só porque sempre fez de mim o que quis que vai ser assim eternamente — disse baixinho.

— É o quê? Não ouvi.

— Marionete não é mais meu papel preferido — finalmente vociferou Maurício. — Você sempre me envolveu em suas armações...

— Sempre o quê? Não jogue nas minhas costas mais pecados do que já sei que tenho, rapaz. Tudo que fez foi por si mesmo. Por si mesmo!
Ele colocou o copo vazio na mesa.

— Mas isso não tem a mínima importância — prosseguiu mais calmo. — Se tivesse prestado atenção, repararia que eu disse que “seria” só torcer para ele ser sorteado. Não precisamos nos preocupar mais com isso.
Não? Era impossível para Maurício imaginar um motivo para que Sílvio desistisse de comprar a testemunha. Muito menos um motivo honesto. Ele apenas esperou a próxima bomba.

— Fernando Magno fez uma proposta.

— Uma proposta?

— É. Ele fica satisfeito se obter uma condenação simples, sem qualquer agravante. Ele também garante conseguir que o juiz aplique a pena mínima.

— Mas isso dá doze anos de cadeia! — exclamou o advogado.

— É um bom acordo, filho. Fernando Magno teria a condenação de que necessita para ser empossado desembargador e Ana pega uma pena mais branda. Você sabe que, numa condenação normal, ela dificilmente sai com menos de trinta pelo duplo homicídio — Sílvio fez uma pausa para Maurício pensar. — Basta que você desista de algumas testemunhas e pegue leve no julgamento.

O advogado mordeu os lábios. É claro que a proposta era vantajosa, o que não deixava de demonstrar que o promotor estava um tanto atemorizado. O mais sensato, sem dúvida, era aceitar.

— Então, o que acha? — pressionou o velho.

— Sílvio, ela é inocente. Tenho certeza disso.

O presidente andou pelo escritório, visivelmente alterado.

— Porra, o que há com você, afinal? — esbravejou. — Desde quando culpa ou inocência é importante para a gente?

— Desculpe — disse Maurício calmamente. Já havia tomado sua decisão. —

Não posso permitir que uma inocente passe doze anos na cadeia. Não mais.
Sílvio voltou a se sentar, a respiração se normalizando.

— É uma pena ouvir isso, filho.

Algo no tom do velho fez o advogado sentir as entranhas gelarem. Ele sabia como o sócio podia ser sacana quando queria.

— Não se trata de uma opção. Tenho que pensar no futuro da firma.
Você não tem nem mesmo a secretária de Ana como testemunha. Se não aceitarmos o acordo, ela vai ser condenada da forma mais severa possível; acredite em mim que passei toda a vida neste trabalho. Fernando Magno não vai se contentar com pouco e você, sem querer ofender, não é páreo para ele. Nunca foi — Sílvio balançou a cabeça. — É pegar ou largar.

— Quer dizer que vai me afastar do caso se eu não aceitar?

— Por mais que doa, sim.

Foi a vez de Maurício levantar e ziguezaguear pela sala.

— Isso é trabalho daquela víbora lá fora, não é? — ele encarou o antigo mentor. — É ele quem vai assumir se eu sair?

— É — reconheceu Sílvio, sustentando o olhar. — Alexandre ainda não chegou à idade de ter ridículas crises de consciência.

— Você não pode fazer isso. Eu também sou dono dessa firma, lembra?

— De uma pequena parte. Eu e os outros já deliberamos e decidimos comprar suas cotas caso não aceite o acordo. Como deve saber, nosso contrato prevê que o sócio deverá compulsoriamente vender sua parte se dois terços dos votantes assim decidirem. Eu tenho aqui uma cópia, se quiser ver.

Velho desgraçado! Maldita cobra venenosa! Devia estar tramando isso há dias. A bile subia e descia pelo pescoço avermelhado de Maurício, que não sentia nem mais o corpo. Lembrava uma panela de pressão pronta a explodir.

— Pensa que me pegou agora? — o advogado colocou o dedo no rosto de Sílvio. — Goze este momento: ele vai ser único. Ana vai romper o contrato com este escritório e vai assinar uma procuração particular para mim. Ou o doutor duvida disso?

Ele não deu tempo para o presidente, que pareceu perder a cor, retrucar. Saiu pisando forte, sem olhar para trás. Que o velho remoesse a publicidade perdida. Ele que não iria facilitar.

Na sala de conferências, os cochichos silenciaram assim que Maurício abriu a porta. Ele não pôde deixar de notar o sorrisinho sarcástico estampado no rosto de Alexandre, encostado na mesa com os braços cruzados.

Maurício se esforçou para gravar na mente aquele sorriso. O garoto ia pagar caro por ele.


...
Livrarias que também comercializam o livro (mas só no Beco vai com dedicatória!):  

Livraria da Cultura

Submarino

Livraria Martins Fontes

Livraria Saraiva

Livraria Siciliano

 


 
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