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    A Proposta
   Escrito por Beto Canales
 
 
 
 
 
 
 
 

Existem fórmulas usadas a exaustão. Em se tratando do gênero comédia-romântica, uma união que dificilmente não agrada ao grande público, a mocinha durona e o mocinho bom coração (ou o contrário, tanto faz) passam, por força do destino, um final de semana juntos, e acabam se apaixonando é tiro certo. Claro, antes disso acontecer, normalmente nos últimos cinco minutos do filme, sofrem poucas e boas. Quase no final, a tentativa do reencontro frustrada e o apoio da família são quesitos indispensáveis, assim como o declaração em público acompanhada de vários "áhhhh, queridos" e coisas do gênero, também não pode faltar um pouquinho antes dos créditos. Imagine várias cenas hilárias, colocando em situações grosseiras a parte durona do casal, e terá aí a fórmula infalível para este tipo de filme. A impressão é que esta trama já foi vista, não é? Pois realmente já foi. Eles são iguais e não querem mesmo ser diferentes. Em A Proposta, óbvio, é assim. Sandra Não Envelhece Bullock e Ryan Reynolds (Três Vezes Amor e X-Men Wolverine) protagonizam esta mesma história, com os detalhes exatamente iguais a todas as outras. E deu certo, como quase sempre. O público ri, chora, suspira e faz "áhhhh" o tempo todo. O filme é bom de ver. É verdade, claro, que devemos nos despir de exigências mais profundas, como querer um longa todo sem problemas de verossimilhança interna e externa ou alguma inovação na montagem antes de enfrentar a telona. Mas, afinal, qual a intenção de ver este tipo de filme? Diversão! Esta é a resposta. E isso alcançamos com facilidade e prazer.

Seguidamente eu afirmo que o cinema não deve ter a pretensão de ensinar algo, ou transmitir uma mensagem ou, pior ainda - muito pior - dar uma lição de moral. Da mesma forma que a obra não deve nenhum destes objetivos, também nós não devemos ir ao cinema na intenção de aprender ou qualquer coisa do gênero. Devemos ir pensando em diversão. Neste contexto, os quarenta milhões de dólares gastos em justos cento e sete minutos, cumprem com folga ao que se proporam. Não à toa já foi faturado o dobro disso em apenas três semanas.

Tenho o hábito - péssimo de acordo com alguns leitores - de sempre destacar uma cena. Por vezes, cometo a atrocidade de descrever detalhadamente, estragando a surpresa (provavelmente eles tenham razão), mas não resisto. Em minha defesa, registro que na maioria das vezes relato apenas para que não passe desapercebido, o que agora também vai para o espaço, porque neste filme destaco a nudez de Sandra. Bem feita, sutil, quase ingênua e cuidadosamente conservadora. Na verdade, ela aparece nua sem mostrar absolutamente nada. E linda. Muito, áhhhhh, muito linda mesmo.

Para quem não se convenceu, faço uma proposta: vá ao cinema. Se não rir ou se emocionar, ou os dois, pago a pipoca.

Das grandonas!


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Igor, 22/07/2009

A Sandra Bullock é ótima, sempre.
 
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Fabiana, 22/07/2009

Chorei muito e ri muito. Concordo.
 
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Marcia Arruda, 20/07/2009

Vou querer com manteiga.
 
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