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Diálogos inteligentes, enredo desafiador. Um marco no gênero policial brasileiro. |
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"As mentes são como os pára-quedas: só
A Mansão Hollow foi não só o primeiro livro de Agatha Christie que li, mas também o primeiro livro não escolar, sem gravuras, que abri em minha vida. Confesso que relutei bastante para começar. Devia est Um dia, por causa de uma chuva, resolvi me aventurar entre as páginas. O fato é que parou de chover, entrou a madrugada e eu não larguei o danado do livro. Não me lembro com exatidão, mas acredito que terminei no mesmo dia. “Entrar na cabeça” de cada um dos personagens, viver seus dramas, derrotas e vitórias, entender a motivação por trás de cada ato, cada diálogo. A emoção do que vai acontecer em seguida, de como o detetive excêntrico iria resolver o mistério que para mim era um fosso sem fundo, me tomaram por inteiro. Criei as mais disparatadas teorias, sopesei cada uma das pistas que me eram dadas, lutei contra o impulso de olhar as páginas finais e descobrir o nome do assassino. A partir daí vieram todos os outros livros de Agatha, de Conan Doyle, de Antoine de Saint-Exupéry, de Richard Bach. A lista é infindável. Um mundo novo e maravilhoso tinha se aberto para mim, e continuo a explorá-lo até hoje. Por tudo isso, me espantei quando vi que “A Mansão Hollow” era tachado por alguns como o É fato que é o livro de Agatha que mais valoriza o lado psicológico de cada personagem. Todos são profundos, complexos, e por isso reais. A construção de um rico casal rural inglês, preparando-se para receber alguns convidados durante o final de semana, é perfeita. Cada um deles tem suas motivações e características expostas aos leitores de forma inteligente, estando presente o tom de humor tão característico da autora na personagem Lucy Angkatell. Quando todos verdadeiramente se encontram, forma-se uma sopa com ingredientes que não se combinam, sendo aos poucos criado o clima para o desenlace violento de um deles. Um crime a princípio sem grandes mistérios, mas que se revela um desafio para o impagável detetive Hercule Poroit, que está em sua melhor forma. Não se trata do livro policial tradicional, no qual o assassinato ocorre no início e o detetive passa dois terços do livro interrogando todo mundo para oferecer a brilhante e lógica solução no final. É muito mais sutil que isso, pois Poroit trabalha nos bastidores, sabendo que está lutando contra uma mente que é poderosa o suficiente para fazer frente a sua. Um jogo de gato e rato de alto nível, puramente psicológico, um dos melhores criados por Agatha ao longo da carreira. A solução da trama — que foge a fórmula repetitiva que a escritora criou para seus livros — é absolutamente brilhante em sua simplicidade. Leva ao leitor ao estado de assombramento, pois ele percebe que tudo esteve diante dos seus olhos o tempo todo, e que podia ter chego a mesma conclusão de Poroit. Por todos esses fatores — pouco importando quem ache que é o melhor ou o pior livro de Agatha —, é leitura obrigatória para quem quiser fazer uma verdadeira viagem pelo drama humano sentado em sua poltrona predileta. Por experiência própria.
Outros livros de Agatha: Assassinato de Roger Ackroyd, O |
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Sem comentários... realmente está bem descrito e concordo contigo: um dos melhores. É simples sim... não chega a ser uma solução mirabolante, mas dúvido que alguém tenha conseguido sem maiores dificuldades descobrir o assassino... de tão simples, chega a ser engenhoso =] Amadeu Jr, 02/08/2009 |
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Realmente, A Mansão Hollow para mim foi uma surpresa. Nota-se durante todo o livro que a autora se preocupa mais em demonstrar o caráter psíquico de cada personagem do que na efetiva solução do caso, o que o torna um livro bastante simples, apesar de ter um tamanho acima da média da escritora. No entanto, comparado com outros, a inovação citada não o tira da minha lista pessoal dos piores livros de Agatha Christie. Renato Donadai , 21/12/2008 |
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Como ainda não li nenhum livro da autora sou um pouco suspeita para dar alguma opinião a respeito, no entanto tenho muita curiosidade em lê-los pois através dos resumos q leio os acho bem interessantes. Marcia, 30/10/2008 |
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Muito bom. Tiago Feroldi , 12/06/2008 |
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